A Terra foi invadida por alienígenas que dominaram a raça humana. As almas, como são chamados, se alojam no corpo de um hospedeiro, controlando sua mente e ações. Mas Peregrina teve problemas com a sua hospedeira. Melanie se recusou a ceder sua mente e render-se. Peregrina, que nunca enfrentou nada parecido nos planetas anteriores pelo qual passou, se vê amando duas pessoas que nunca viu, que só conhece através das memórias de Melanie.
Achar e proteger Jamie e Jared, o irmão e o namorado de Melanie, passa a ser uma prioridade para as duas, que aprendem a trabalhar em conjunto. Mas, quando elas os encontram, nada mais é como antes. Afinal, ela é o inimigo agora.
Um dos principais pontos tratados neste romance é o preconceito, retratado nesse caso pela desconfiança e rancor que há entre os humanos e as almas. O que é diferente e o que não se conhece assusta. Mesmo Peg não oferecendo resistência as pessoas a consideraram uma ameaça, conceito que só foi alterado após muito tempo de convivência e, mesmo assim, não por todos.
De uma linguagem simples e envolvente, a história flui facilmente. Não possui muitos momentos de ação, mas conta com cenas de muita emoção e um amor cativante (cenas que me levaram às lágrimas no meio do campus universitário) que vão agradar a maioria das mulheres.
Como uma marca da autora que criou Bella Swan, esse livro também traz uma mulher dividida por duas paixões. Amores diferentes, mas igualmente perturbadores. Se compararmos Crepúsculo e A Hospedeira encontraremos grandes semelhanças entre os seus personagens. Não sei se isso mostra a falta de criatividade da autora para diversificação ou sua boa percepção para o que atrai o público.

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